10. CULTURA 17.4.13

1. CINEMA - A TROPA DE ELITE DE HOLLYWOOD
2. LIVROS - O LADO B DA PRINCESA ISABEL
3. EM CARTAZ  AO ABRIGO DO MUNDO
4. EM CARTAZ  LIVROS - SEXO E MORTE
5. EM CARTAZ  SHOWS - UMA PARADA DE SUCESSOS
6. EM CARTAZ  MSICA - THE STROKES, MENOS BARULHENTO
7. EM CARTAZ  TEATRO - SE MEU APARTAMENTO FALASSE
8. EM CARTAZ  AGENDA - A DESCIDA DO MONTE MORGAN/MRIO DE ANDRADE/MOSTRA DO FILME LIVRE
9. ARTES VISUAIS - OUTRAS SINTONIAS

1. CINEMA - A TROPA DE ELITE DE HOLLYWOOD
Os filmes americanos faturam cada vez mais no Brasil, na China e na Rssia e levam os estdios dos EUA a filmar nesses pases e a investir no talento de seus atores e diretores
Aina Pinto

Tom Cruise, o astro mais bem pago do mundo, com salrio de US$ 75 milhes, esteve pela quarta vez no Rio de Janeiro, agora para promover a fico cientfica Oblivion, em cartaz desde a sexta-feira 12. Suas visitas frequentes surtem efeito: cada vez que ele faz isso, seus filmes rendem mais por aqui. Mas o ator no anda se ocupando de turns pelo mundo afora. Ele volta sempre porque o nosso mercado cresceu. Um relatrio recente da MPAA (Associao Cinematogrfica Americana, na sigla em ingls) aponta que os BRICS (grupo formado pelo Brasil, Rssia, ndia, China e frica do Sul) esto ajudando a manter Hollywood de p diante dos altos custos dos efeitos especiais, das caras campanhas promocionais e, claro, dos cachs estratosfricos como o de Cruise. O crescimento das bilheterias no Brasil, na China e na Rssia impulsionou o faturamento internacional do cinema americano em 6%. Como o Pas ganhou importncia no mercado mundial, a presena dos atores americanos aumentou, diz Cesar Silva, diretor-geral da filial da Paramount Pictures, responsvel pelo lanamento de Oblivion.

PARCERIA - Wagner Moura e Matt Damon em "Elysium": o papel do brasileiro vai atrair o pblico nacional
 
A estratgia est se tornando uma regra, como prova a chegada da atriz Halle Berry para badalar o seu novo trabalho, Chamada de Emergncia. O cinema acompanha a economia mundial. Depois da crise de 2008, o Pas se tornou um mercado fundamental, afirma Marco Aurlio Marcondes, diretor da distribuidora Diamonds Brasil, que traz a estrela.
 
O gasto compensa: responde por um aumento de pblico de at 25%. H quatro anos, quando Cruise veio lanar Operao Valquria, a produo ia mal de bilheteria. No se deu o mesmo aqui, onde estreou em primeiro lugar, com renda de R$ 2,4 milhes. H filmes hollywoodianos que, proporcionalmente, se saem melhor no mercado internacional, afirma Pedro Butcher, editor do portal FilmeB, especializado na indstria cinematogrfica. Ele cita como exemplo a aventura Joo e Maria  Caadores de Bruxas, que faturou US$ 55 milhes nos cinemas americanos e US$ 25 milhes no Pas.  o maior faturamento fora dos EUA.

LUCRO - Tom Cruise em "Oblivion" (acima) e Vin Diesel (abaixo) em "Velozes e Furiosos 5": vir ao Brasil ou filmar aqui aumenta as bilheterias

O peso recente do mercado dos BRICS para Hollywood comporta outras estratgias, como rodar os prprios filmes nessas naes e, assim, gerar ainda mais o interesse das plateias locais. Nos ltimos anos, foram trs superprodues filmadas no Brasil: Os Mercenrios, com Sylvester Stallone, Velozes e Furiosos 5  Operao Rio, com Vin Diesel, e a primeira parte de Crepsculo  Amanhecer, com Robert Pattinson e Kristen Stewart, que faturou US$ 32 milhes nos cinemas brasileiros, a terceira maior bilheteria internacional. O fato de terem rodado aqui foi fundamental. Poderiam ter feito as cenas em qualquer praia em Miami, diz Marcio Fraccaroli, diretor da Paris Filmes, que lanou o blockbuster. Isso vem se repetindo com os outros BRICS. Basta listar as produes com alguma sequncia passada na Rssia. Depois de A Supremacia Bourne e de Misso Impossvel  Protocolo Fantasma, que traz uma espetacular exploso do Kremlin, est sendo rodado em Moscou Jack Ryan, mais um episdio de Caada ao Outubro Vermelho, com Chris Pine.

FENMENO - O filme "Joo e Maria - Caadores de Bruxas" faturou US$ 25 milhes no pas.  a maior prova da fora do mercado nacional hoje
 
O movimento oposto surte efeito semelhante nas bilheterias e no  um acaso o fato de atores nacionais serem cada vez mais convidados a trabalhar em Hollywood  e com a vantagem de no fazerem mais papis de chicanos. Exemplo recente  o de Wagner Moura, escalado para o vilo de Elysium, produo de US$ 120 milhes que traz tambm Alice Braga. Nos retoques finais de Robocop (US$ 140 milhes), o diretor Jos Padilha est negociando um novo thriller, pela Warner: The Brotherhoods, sobre detetives corruptos que trabalham para a mfia em Nova York. Alm de terem o talento reconhecido, os brasilerios se alinham na nova tropa de elite de Hollywood.


2. LIVROS - O LADO B DA PRINCESA ISABEL
Ela no concedeu a alforria a um escravo tuberculoso, chamava os seus serviais de pretos e debochava dos abolicionistas mais combativos - assim era a "Redentora", hoje candidata  canonizao
Michel Alecrim

Ensina-se nos livros escolares que a princesa Isabel (1846-1921) foi uma herona nacional, a redentora que sancionou a Lei urea em 13 de maio de 1888, libertando os negros da escravido. No momento em que at se cogita a sua canonizao, o livro O Castelo de Papel (Rocco), da historiadora Mary Del Priore, desfaz essa imagem de santa progressista. Com base em documentos inditos dos arquivos do Instituto Histrico e Geogrfico Brasileiro (IHGB) e do Museu Imperial, em Petrpolis, Mary sacramenta o que outros estudiosos suspeitavam: a herdeira do trono no defendia as causas sociais nem se indignava contra os aoites recebidos pelos escravos. Era apenas isso: uma mulher mais preocupada com a famlia e a sustentao da realeza.

DESINTERESSE - Nas cartas da princesa Isabel, a palavra poltica era sinnimo de coisa entediante

Toda poca tem limites no que diz respeito aos avanos polticos, mas a omisso da princesa era flagrante. Em 1881, ou seja, quase uma dcada antes da abolio, Isabel fingiu no ouvir os lamentos das senzalas ou mesmo as vozes exaltadas dos plpitos republicanos. Recm-chegada de uma viagem  Europa em companhia de seu marido, o conde DEu, ela evitou o clamor que j dominava as ruas do Rio de Janeiro e se refugiou na residncia imperial na regio serrana, em Petrpolis. As cobranas, no entanto, eram feitas at por aqueles de quem menos se esperava, caso de sua aia, Luisa de Barros Portugal, a condessa de Barral, que cuidou de sua educao na juventude. A princesa respondeu assim s reprimendas da velha senhora, com quem mantinha correspondncia: Que demnio pode ter-lhe contado tantas coisas, querida? So os horrveis artigos de Jos do Patrocnio? Se voc no pode ignor-los, mostre que eles lhe so desagradveis. O deboche era endereado ao combativo abolicionista.
 
A suposta generosidade da monarca no se comprovava na prtica. Sempre cercada de mucamas, o tratamento que dirigia aos descendentes de uma raa pela qual ela teria lutado para emancipar no era nada lisonjeiro. J aos 18 anos, assim listou os seus escravos: Marta, negrinha de quarto, Ana de Souza, sua me, Francisco Cordeiro, preto do quarto, Maria dustria, mulher dele, Minervina, lavadeira, Conceio, Florinda e Maria dAleluia, engomadeiras. Jos Luiz, preto msico, Antonio SantAna, preto que me serviu algum tempo. Isabel era indiferente aos sofrimentos dos serviais. Mary traz  luz o caso de um escravo de sua residncia, que, j velho e tuberculoso, teve de recorrer ao imperador dom Pedro II, pai da governante, para conseguir a alforria.

EM FAMLIA - Princesa Isabel (de p), junto do marido, o conde D'Eu (ao centro), e do pai, Dom Pedro II (sentado  dir.): insatisfao diante da Lei do Ventre Livre, que liberava da escravido os filhos de negros
 
Embora se colocasse como liberal, ela se mostrou irritada com a deciso da Cmara dos Deputados que aprovara a Lei do Ventre Livre, promulgada contra a sua vontade em 1871, dando liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. As discusses na Cmara foram muito acaloradas e os conservadores usaram de vrios meios para impedir a aprovao da nova lei. Mais preocupada em evitar a animosidade dos donos de terra que davam sustentao  Coroa, Isabel qualificou a votao de precipitada. Escreveu ao pai: O esprito dos fazendeiros anda agitado. Somente quando a situao se tornou insustentvel ela tomou da pena e oficializou a sua adeso ao abolicionismo. A essa altura, o movimento j tinha conquistado grande parte da opinio pblica e a rebelio tinha se espalhado pelas senzalas.
 
Mary mostra que Isabel no tinha vocao para o reinado ou uma clara preocupao pelos rumos polticos do Pas. J no incio dos estudos, demonstrava pouco interesse por temas nacionais. Aos 25 anos, assumiu pela primeira vez o trono como regente e depois confessou ao pai: Quando entrei na sala, fiquei abismada, cinco enormes pastas recheadas, algumas de uma maneira monstruosa, estavam-me esperando. Uma indisposio que vinha de longa data. Na documentao, percebe-se que os sentimentos do seu marido pelo Brasil so muito mais visveis e palpveis do que os de Isabel, disse a historiadora. Em sua correspondncia, a palavra poltica aparece sempre como sinnimo de coisa entediante.  vista como desconhecida e cansativa.


3. EM CARTAZ  AO ABRIGO DO MUNDO
por Ivan Claudio

Aos 73 anos, o diretor italiano Bernardo Bertolucci foi buscar, mais uma vez, na juventude o tema de seu novo filme, Eu e Voc, que estreia na sexta-feira 19. Diferentemente de trabalhos anteriores como La Luna e Beleza Roubada, que mostram jovens em interao com o mundo dos adultos, agora as descobertas de seus personagens se do em um poro, ao abrigo do mundo.  l que se refugia Lorenzo (Jacopo Olmi Antinori), um adolescente de 14 anos que finge sair em excurso com a turma da escola e se trancafia no sto com jogos, livros e alguns enlatados. A meia-irm Olivia (Tea Falco), 25 anos, descobre o esconderijo e decide ficar com o garoto. Juntos eles entram em contato com seus desejos, tiram a limpo histrias da famlia e enfrentam as crises de abstinncias da jovem, viciada em drogas.
 
+5 filmes de Bernardo Bertolucci
La Luna 
 Jill Clayburgh vive uma diva da pera que tem uma relao incestuosa com o filho adolescente
 
A Estratgia da Aranha
 Homem investiga a morte do pai num enredo baseado em um conto de Jorge Luis Borges
 
ltimo Tango em Paris
 Marlon Brando e Maria Schneider so dois desconhecidos vivendo um intenso relacionamento sexual num apartamento vazio
 
Beleza Roubada
 Uma jovem volta  Itlia para reencontrar amigos e decifrar um enigma no dirio da me, que cometeu suicdio
 
Os Sonhadores
 O tringulo amoroso entre um americano e dois irmos parisienses, durante os acontecimentos de maio de 1968 CINEMA  


4. EM CARTAZ  LIVROS - SEXO E MORTE
por Ivan Claudio

Com enredo passado na regio pobre de Portugal, o romance Apocalipse dos Trabalhadores (Cosac Naify), de Valter Hugo Me, mistura religiosidade e crtica social num registro delirante. Vivendo do trabalho domstico, Quitria e Maria das Graas vislumbram na morte uma situao melhor: elas atuam nas horas vagas como carpideiras em uma relao peculiar com a f. Maria das Graas, por exemplo,  obcecada pela ideia de morrer assassinada justamente pelo patro, com quem mantm um relacionamento amoroso.


5. EM CARTAZ  SHOWS - UMA PARADA DE SUCESSOS 
por Ivan Claudio
Em um ano agitado, o pianista americano Burt Bacharach, 84 anos, vai lanar em maio a sua aguardada autobiografia, Anyone Who Had a Heart, e coassinar com o roqueiro Elvis Costello um musical na Broadway. Mesmo assim, cumpre uma concorrida agenda de shows, que passa pelo Brasil a partir da quinta-feira 18, com apresentaes no Rio de Janeiro e em So Paulo. Acompanhado de sua orquestra, Bacharach naturalmente vai interpretar hits como Close to You e I Say a Little Prayer, conhecidos na voz de Dionne Warwick. Autor de mais de 500 canes e ganhador de trs Oscar e oito Grammy,  um dos maiores hitmakers vivos e faz de seus shows uma verdadeira parada de sucessos.  


6. EM CARTAZ  MSICA - THE STROKES, MENOS BARULHENTO
por Ivan Claudio
No mundo planejado da msica pop, promover mudanas e inovaes radicais no estilo  um risco que poucos assumem, sob pena da rejeio dos fs. No seu quinto trabalho, a banda The Strokes decidiu surpreender o pblico e saiu-se bem. Longe do rock bsico dos discos anteriores, o quinteto liderado por Julian Casablancas investe no pop eletrnico dos anos 1980, em canes que poderiam pertencer a CDs de A-ha, Duran Duran ou Pet Shop Boys. Mas o faz com sofisticao e sentido de conjunto, o que se distancia da mera homenagem. Para marcar ainda mais a reviravolta, Casablancas canta todas as faixas em falsete, um registro novo em sua interpretao.


7. EM CARTAZ  TEATRO - SE MEU APARTAMENTO FALASSE
por Ivan Claudio
Um apartamento assombrado por lembranas  o cenrio da pea Caixa de Areia (Teatro do SESI, Rio de Janeiro, at 27/4), que marca o encontro de Tas Arajo com o autor e diretor J Bilac. A atriz vive uma crtica de arte marcada por traumas familiares e s voltas com o suicdio de uma inquilina, que se jogou da janela do imvel do qual  proprietria.  nesse lugar onde cresceu e que lhe reaviva tantas memrias que ela tenta recuperar o fio da meada de sua existncia. Luiz Henrique Nogueira, Cris Larin, Jlia Marini e Jaderson Fialho tambm esto na pea, que tem direo de Sandro Pamponet.


8. EM CARTAZ  AGENDA - A DESCIDA DO MONTE MORGAN/MRIO DE ANDRADE/MOSTRA DO FILME LIVRE 
por Ivan Claudio

Conhea os destaques da semana

A DESCIDA DO MONTE MORGAN 
(Teatro Nair Belo, So Paulo, at 14/7)
Um empresrio vive dividido entre dois amores nessa pea de Arthur Miller, dirigida por Luiz Villaa. Com Ary Frana, Lavnia Pannunzio e Lu Brites
 
MRIO DE ANDRADE 
(Caixa Cultural, So Paulo, at 5/5)
60 fotos feitas pelo escritor paulista em suas viagens etnogrficas ao Par e ao Peru nos anos 1920
 
MOSTRA DO FILME LIVRE 
(CCBB, Rio de Janeiro, So Paulo e Braslia, at 25/5)
Sero exibidos 200 filmes, incluindo os de autoria de Carlos Alberto Prates Correia, homenageado do ano


9. ARTES VISUAIS - OUTRAS SINTONIAS
Duas jovens instituies paulistanas se destacam como agentes mediadoras de novos sistemas de comunicao e trocas
por Paula Alzugaray

Nos anos 1970, a escritora brasileira Hilda Hilst gravava sinais de rdio buscando se comunicar com amigos falecidos. Ela escolhia um espao vazio entre duas estaes de rdio e registrava em fita o chiado eletromagntico. Chamado de rudo branco, esse chiado seria para a escritora o meio que os espritos utilizariam para entrar em contato com o nosso mundo. Em 2009, os artistas Gabriela Greeb e Mario Ramiro criaram para o projeto Ao Redor de 433, da 7a Bienal do Mercosul, a obra sonora Rede Telefonia, uma edio de 4 minutos e 33 segundos de trechos da escuta de Hilda Hilst. Ao jogar um foco de luz sobre os espaos intermedirios e escondidos nos processos de comunicao, o trabalho inspirou o ttulo e a conceituao da mostra coletiva Rudo Branco, que acontece na Galeria Jaqueline Martins, em So Paulo. Na exposio, o trabalho dialoga com obras de outros artistas brasileiros e estrangeiros e com trs importantes instalaes de Bill Lundberg, em torno das quais a exposio foi estruturada.

RUDO BRANCO - Interveno de Rodrigo Bueno, na Phosphorus (acima), e Hilda Hilst em escuta de sinais de rdio (abaixo)

As trs videoinstalaes do artista americano Bill Lundberg, realizadas nos anos 1970 e nos anos 2000, enfatizam as ideias que no podem ser transmitidas por palavras ou por processos tradicionais de comunicao. Em uma delas, Anna Freud (2007), Lundberg escreve uma carta, tentando agendar um encontro com a psicanalista Anna Freud, anos depois de sua morte. Em outra, Ceia Silenciosa (1975), o espectador  convidado a sentar-se em uma mesa e acompanhar o vdeo de uma refeio compartilhada por pessoas que no esto mais ali.
 
O rudo branco est presente em todas as obras da exposio, produzindo uma aproximao orgnica entre todas elas, na medida em que apresentam a arte e o artista como mediadores de processos no convencionais de comunicao. O mesmo conceito pode ser transportado para outra exposio, em cartaz na Phosphorus, espao artstico inaugurado h um ano no centro velho de So Paulo pela curadora Maria Montero e a estilista Silvana Mello.

CONTATO - Videoinstalao "Anna Freud", de Bill Lundberg, aborda comunicao do artista com a psicanalista
 
Na Phosphorus, a mostra Soma No-Zero rene dez artistas em torno das ideias de cooperao, diverso, fraternidade e compartilhamento. Buscamos uma dinmica ldica, que vai contra o sentido de dominao e verticalizao das trocas do tipo ganhar-perder, explica a curadora Maria Montero. A mostra se estrutura a partir da unio de foras entre a Phosphorus e Jaqueline Martins: participam da curadoria de Maria alguns dos artistas atuantes nos anos 1970, que vm sendo redescobertos por Jaqueline. Entre eles a alagoana Martha Arajo, que trabalha com performance, e Daniel Santiago, pioneiro do vdeo em Pernambuco. Jaqueline Martins promove o resgate de artistas cruciais, que fizeram a histria da arte do Brasil, mas tiveram seus papis obscurecidos pelas narrativas vigentes da prpria histria, diz Maria.
 
Na semana da SP-Arte e de inauguraes to glamourosas como a exposio assinada pelo top curador Hans Ulrich Obrist na Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, o rudo branco provocado pela abertura das mostras da Phosphorus e da Jaqueline Martins indicam novas sintonias e frequncias: importante interstcio no circuito de arte brasileiro. Um barulhinho realmente bom.

